• Entrevista de Paulo Freire concedida à Carmelita e Mariângela Wanderlei
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    Mas eu acho que pode haver uma educação popular anti-povo, quer dizer, uma educação que se dando sobre as massas populares e não com elas, está precisamente lutando contra os seus interesses. Então essa seria a educação deformadora, tá entendendo? deformadora das massas populares.
  • Entrevista de Paulo Freire concedida à Carmelita e Mariângela Wanderlei
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    O que importa, porém, na discussão nisso é que se a nossa opção é libertária, agora eu tô passando pra uma educação popular realmente com as massas populares e não para elas, apenas, e nunca sobre elas.
  • Encontros com Paulo Freire
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    A educação, no fundo, torna clara, na política de quem está no poder, quer dizer, ela tem a ver, portanto, com os interesses, ela, às vezes está ligada ocultamente, às vezes, mais claramente, mas a educação, a escola, está ligada aos interesses que são econômicos, sociais, culturais, políticos de quem tem poder na sociedade. Isso é certo, é claro que ninguém pode contestar isso. Agora, aí, se coloca a questão que você colocou. Ora, Paulo, mas se isso é uma verdade, como é que agora você vem com esse papo de melhorar e de ampliar e intensificar a escola? Exatamente, porque aí a gente tem que ver a questão de aumentar a rede escolar e de melhorar a qualidade, vira uma questão política, porque ela é, na verdade, uma questão política.
  • Entrevista de Paulo Freire concedida à Carmelita e Mariângela Wanderlei
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    E tu defines o popular enquanto, também, uma prática que se dá na área dos historiados mesmo que seja mentirosa, mesmo que seja contra os interesses populares. É a mesma coisa da educação que domestica, e que se chama de educação, e da educação que não domestica, e que se chama de educação. Quer dizer o problema aí, eu acho, que é saber em favor de quem será libertadora. Em lugar de definir como popular exclusivamente eu definiria mais como educação popular libertadora, educação popular domesticante.
  • Entrevista de Paulo Freire concedida à Carmelita e Mariângela Wanderlei
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    O fato mesmo da educação ser um ato político e não neutro. Você tem um caminho que é fundamental no educador primeiro é a sua opção política, e segundo é a correspondência ou a consistência ou a coerência entre a sua opção e a sua prática, com tanto o seu discurso e a sua prática, ele pode ter um discurso revolucionário e uma prática reacionária e disso a gente está cheio. Então a educação tanto pode se orientar no sentido da preservação do status quo como quanto da manutenção do poder antipopular, como pode se orientar no sentido de uma contribuição ao desmantelamento do poder anti-povo, antipopular.
  • Darcy Ribeiro e Paulo Freire – Educadores do Brasil
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    O meu primeiro ponto de partida era essa convicção que afinal a educação implica uma certa convivência ou uma relação que não pode ser rompida entre o conteúdo que se pretende ensinar e a experiência social e cultural que tem a ver com a identidade cultural, com os anseios, com os medos, com as frustrações do educando e não do educador, entende. Isso não significa inclusive que o educador não possa e não tenha o direito de falar também de suas preferências culturais, mas o que ele não pode é fazer o trabalho educativo a partir de suas preferências culturais quando sobretudo o que ocorre é uma diferença de classe social entre o educador e o educando, mas quase sempre.
  • Paulo Freire Especial – Globo Ciência (Programa 607)
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    Para mim, por exemplo, uma educação correta para esse país, é a educação que se preocupa fundamentalmente com o exercício democrático.
  • Aula inaugural do Mestrado em Educação da Universidade de Juiz de Fora realizada por Paulo Freire
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    Uma das tarefas fundamentais de uma educação progressista, de uma educação respeitosa do ser humano, disso que eu chamo a vocação do ser humano, é exatamente a educação que primeiro se sabe existente, porque os sujeitos dela educadores e educandos são sujeitos que sendo inacabados se sabe inacabado. Segundo, a educação é uma experiência esperançosa, precisamente, porque os sujeitos dela inacabados se sabem inacabados e não é possível fazer educação sem procurar, e não é possível procurar sem esperança. Terceiro é preciso estimular a busca eficaz, é preciso estimular e trabalhar a curiosidade sem a qual a busca também não se faz.
  • Educación y participación comunitária
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    A educação deveria ser um permanente esforço crítico de desocultação de verdades.
  • Paulo Freire: Constructor de Sueños
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    podemos dizer que a educação ou que a prática educativa é sempre uma certa teoria do conhecimento posta em prática, sempre.
  • Paulo Freire: o revolucionário educador (Programa 1 e 2)
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    Quer dizer a educação enquanto formação humana é um esforço indiscutivelmente ético e estético.
  • Paulo Freire – some thoughts
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    Educação sempre foi e é agora o tipo de prática que envolve dois sujeitos do saber: o educador e o educando. Eles são objetos cognitivos e são mediados por um certo objeto para ser conhecido, que é o assunto da educação.
  • Aula de encerramento com Paulo Freire e Moacir Gadotti na FE-USP
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    A educação não é a chave porque poderia ser. Quer dizer, há de pensar no que há de contraditório deste discurso e esse discurso que eu fiz agora é tão contraditório quanto a educação em que a realidades são contraditórias. Eu não posso apreender a significação de um fenômeno contraditório através de um discurso linear, quer dizer, o meu discurso também tem que ser contraditório para que eu apreenda as contorções contraditórias do conceito que eu quero esclarecer. Ora, o que eu quero dizer com isso, a educação é chave das soluções dos problemas sociais, porque poderia ser a chave. Na medida mesma em que ela podendo ser posta em prática seria a chave, o poder dominante não permite que ela seja. Então é isso que quero dizer. Uma outra frase que eu poderia usar: a educação não pode tudo, mas pode algo. E o algo que ela pode é um algo significativo. Qualquer desses dois discursos, eu acho, empurra o sujeito do discurso para uma postura crítica, mas jamais pessimista.
  • Paulo FreireŽs Message – perceptions on Education and fundamental moments in educational practices towards democratic choice
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    Nós temos que entender educação como uma prática humana, que nos pertence, aos homens e as mulheres. Temos que entender a prática educacional como uma prática humana que tem educadores e educandos como sujeitos da ação.
  • Leitura do Mundo, Leitura da Palavra
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    A educação não é a chave da transformação do mundo porque poderia ser. Isso é uma afirmação, aparentemente, maluca. Quer dizer, ela não é porque poderia ser, então, mas ela é verdadeira. Vamos tentar compreender melhor isso. Entendendo-se, em primeiro lugar, que a educação é um ato político, quer dizer, a educação não é de jeito nenhum um ato neutro. E ainda tem muita gente que aposta, que mistura, que morre pela neutralidade da educação. Uns, ingenuamente, outros, sabidamente. Na verdade, a educação não é isso, não é neutra. Em segundo lugar, o poder político em uma sociedade está nas mãos, coincidentemente, também, de quem tem o poder econômico na sociedade. Por mais que se diga hoje que se acabaram as classes sociais, que não há mais direita, que não há mais esquerda, que não há mais ideologia, que não há mais sonhos. Por mais que se diga isso, cada vez mais há mais classes sociais, há ideologia, há lutas, há interesses sociais em conflito na sociedade. E o grupo do poder, que alcança poder na sociedade e dirige isto para educação, não iria por conta própria aplicar uma educação que desnudasse a realidade, que deixasse a realidade desocultada. Se desocultasser as verdades da realidade. Pelo contrário, os grupos do poder, no poder, mascaram tanto quanto podem a verdade ou as verdades dentro da realidade.
  • Palestra de Paulo Freire no Banco do Brasil sobre 'As Relações Humanas no Trabalho
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    Evidentemente que a gente não pode ser ingênuo de pensar que a educação é a alavanca de transformação radical da sociedade. Não é. Nunca foi. A educação não é a chave pra transformação da sociedade, mas a transformação não se dá sem ela. É essa dialética que as vezes deixa o pensamento ingênuo perdido, que o cara ingênuo diz ‘vem cá, eu não entendo esse discurso. Num momento você diz: A educação não é a chave, no outro, imediatamente, você diz mas a transformação não se dá sem ela, então ela é a chave’. Não! Não é a chave. Entende? Quer dizer, o que é preciso também é a gente aprender a pensar também essa coisa contraditória é e não é. Eu até agora poderia dizer mais complicadamente. A educação não é a chave porque poderia ser. Quer dizer, exatamente porque poderia ser, quem tem o poder não deixa que ela seja. É por isso que ela não é. Agora o que não é possível é deixar de fazê-la.
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