• Fala de Paulo Freire na Universidade de Recife ao retornar ao Brasil
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    Se eu não tivesse sido intensamente marcado pelo Recife, pelo Nordeste, pelo Brasil, eu não teria me sentido latino-americano, é a minha pernambucanidade que me faz brasileiro, profundamente, brasileiro. Uma brasilidade que rejeita o loteamento do Brasil. E ver o Brasil em toda parte que seja Brasil, Rio, São Paulo, Recife, Maceió, Aracaju, Campina Grande, Caruaru, Jaboatão Moreno, Bahia, é grande. E é essa brasilidade que em última análise que decorre pernambucanidade, que me faz descobrir, depois, desdobrando em latino-americano. Por isso mesmo quando me perguntam hoje, na Europa, nos Estados Unidos, de onde eu sou, eu digo sempre Latino Americano do Brasil. E se insistir um pouco mais, então eu venho à minha raiz que ela explica o resto. E essa latino americanidade que finalmente me faz ver o mundo distante que me leva a essa andarilhagem pelo mundo afora.
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